domingo, 3 de novembro de 2024
A oração dominical
sexta-feira, 1 de novembro de 2024
Ponto III - Preparação para a morte
Neste quadro da morte, caro irmão, reconhece-te a si mesmo, e considera o que virás a ser um dia: "Recorda-te que és pó, e em pó te converterás". Pensa que dentro de poucos anos, quiçá dentro de alguns meses ou dias, não serás mais que vermes e podridão. Este pensamento fez de Ló um grande santo: "À podridão eu disse: tu és meu pai; aos vermes: sois minha mãe e minha irmã".
Tudo se há de acabar, e se perderes a tua alma na morte, tudo estará perdido para ti. "Considera-te desde já como um morto, - disse São Lourenço Justiniano - pois sabes que necessariamente hás de morrer". Se já estivesse morto, que não desejaria ter feito por Deus? Portanto, agora que vives, pensa que algum dia cairás morto. Disse Boaventura que o piloto, para governar o navio, se coloca na extremidade traseira do mesmo; assim o homem, para levar uma vida boa e santa, deve imaginar sempre o que será dele na hora da morte. Por isso, exclama São Bernardo: "Considera os pecados de tua mocidade e cora; considera os pecados da tua idade viril e chora; considera as desordens da vida presente, e estremece", e apressa-te em remediá-la prontamente.
São Camilo de Lélis, ao aproximar-se de alguma sepultura, fazia estas reflexões: Se estes mortos voltassem ao mundo, que não fariam pela vida eterna? E eu, que disponho de tempo, que faço eu por minha alma? Este Santo pensava assim por humildade; mas tu, querido irmão, talvez com razão receies ser considerado aquela figueira sem fruto, da qual disse o Senhor: "Três anos já que venho buscar frutas a esta figueira e não os achei (Lc 13,7).
Tu, que há mais de três anos estás neste mundo, considera quais frutos tens produzido? Considera - diz São Bernardo - que o Senhor não procura somente flores, mas quer frutos; isto é, não se contenta com bons propósitos e desejos, mas exige a prática de obras santas. É preciso, pois, que saibas aproveitar o tempo que Deus, por sua misericórdia, te concede, e não esperes com a prática do bem até que seja tarde, no instante solene quando se diz: Vamos, chegou o momento de deixar este mundo. Depressa! O que está feito, está feito.
AFETOS E SÚPLICAS
Aqui me tendes, Senhor, sou aquela árvore que há muitos anos merecia ouvir de vós estas palavras: "Cortai-a, pois, para que debalde há de ocupar terreno? (Lc13,7). Nada mais certo, porque, em tantos anos que estou no mundo, ainda não dei frutos senão cardos e espinhos do pecado. Mas vós, Senhor, não quereis que desespere. Dissestes a todos: aquele que me procurar, achar-me-á (Mt 7,7). Procuro-vos, meu Deus, e quero receber vossa graça. Detesto, de todo coração, as ofensas que cometi e quisera morrer de dor por elas. No passado fugi de vós, mas agora prefiro vossa amizade à posse de todos os reinos do mundo. Não quero mais resistir ao vosso chamamento. Quereis-me todo para vós e sem reserva entrego inteiramente. Na cruz, deste-vos todo a mim; todo me dou a vós.
Senhor, vós dissestes: "Se pedirdes alguma coisa em meu nome, eu a darei" (Jo 14,14). Meu Jesus, confiado nessa grande promessa, pelo vosso santo nome e pelos vossos méritos, peço a vossa graça e o vosso amor. Fazei que deles se replete a minha alma, onde antes morava o pecado. Agradeço-vos por me terdes inspirado o pensamento de dirigir-vos esta oração, sinal evidente de que quereis ouvir-me. Ouvi-me, pois, meu Jesus! Concedei-me grande amor por vós, dai-me, um grande desejo de agradar-vos e depois a força de cumpri-lo.
Ó Maria, minha excelsa intercessora, escutai-me vós também e rogai a Jesus por mim!
Santo Afonso Maria de Ligório - Preparação para a morte.
domingo, 20 de outubro de 2024
A oração
Da oração em geral
Edição da Juventude Católica de Lisboa.
sábado, 19 de outubro de 2024
4º Mandamento da Igreja: Jejuar quando manda a Igreja
5º Mandamento da Igreja: Não comer carne nas sextas-feiras e nos Sábados.¹
1. A Igreja nos manda jejuar na quaresma toda, exceto os domingos, nas quatro temporas, e nas vigílias de algumas festas.
2. O jejuar consiste a comer uma só vez ao dia com abstinência de certas comidas, que são as carnes de animais terrestres e aves de pena, os ovos e laticínios² que são produzidos pelos animais.
3. Nos devemos abster dessas comidas por mortificação, pois são nutritivas e mais gostosas.
4. Comer carne nos dias de jejum, sem causa, é pecado mortal.
5. Dizemos que para jejuar se há de comer uma só vez ao dia, porque a consoada* somente é permitida pelo costume. Podemos comer à consoada coisas de pouca substância e em pequena quantidade.
6. Para comer ovos e laticínios ao jantar em dias de jejum é preciso tomar a Bula da santa Cruzada.
7. O preceito do jejum principia a obrigar a vinte e um anos completos.³
8. A Igreja sendo mãe não quer prejudicar a saúde de seus filhos, e por isso dispensa da obrigação do jejum os que não tem boa saúde ou que tem muito trabalho extraordinário.
9. A quaresma são quarenta dias de jejum e penitência, instituídos pela Igreja, 1º para honrar e imitar o Jejum de Jesus Cristo no deserto; 2º para excitar-nos a fazer penitência; 3º para preparar-nos à celebrar os mistérios da paixão de Cristo; 4º para dispor-nos a comunhão pascal.
10. O jejum das quatro temporas foi instituído: 1º para consagrar pela penitência cada uma das estações do ano; 2º para pedir a Deus a conservação dos frutos da terra; 3º para dar-lhe graças pelos frutos já recebidos; 4º para suplicar-lhe que dê bons ministros à sua Igreja.
11. Foi instituído o jejum das vigílias para que os fiéis se preparem a celebrar mais, devotamente as festas.
12. Nos ordena a Igreja a abstinência em cada semana para nos estimular a viver na penitência e fazer-nos exercitar na mesma, escolheu a sexta-feira em honra da paixão de Jesus Cristo e o sábado em memória da sua sepultura.
13. Principia a obrigar o preceito de não comer carne deste os sete anos completos.
14. Quem está dispensado da abstinência não está dispensado do jejum: são coisas diversas.
15. Nos dias de jejum não se pode comer carne e peixe na mesma comida.
Explicação da gravura
16. Na parte superior da gravura, vê-se a N. S. Jesus Cristo tentado pelo demônio no deserto.
17. À direita, um padre impõe a cinza na cabeça dos fiéis no primeiro dia da Quaresma dizendo: Lembre-te, ó homem, que és pó e em pó te hás de tornar.
18. À esquerda, nas temporas do verão, está representado a ordenação dos subdiáconos; mais abaixo, nas têmporas do outono, está representada a ordenação dos diáconos; embaixo, nas têmporas do inverno, está representado a imposição das mãos na ordenação dos padres; mais acima, à direita, nas têmporas da primavera, está representada a consagração das mãos na ordenação dos sacerdotes.
19. Na parte superior da gravura à direita vê-se o velho Eleazar a quem querem obrigar a comer carnes proíbidas pela lei.
20. Na parte superior vê-se ainda representado um festim onde se serve carne em dia proíbido. Ao centro vê-se um baile em tempo de quaresma, e mais abaixo o inferno onde se precipitam.
21. No ângulo esquerdo inferior vê-se, profeta Jonas profetizando a ruína de Nínive.
22. No ângulo direito vê-se São João Batista pregando penitência aos Judeus.
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1. A Igreja hoje, após o Concílio Vaticano II mudou um pouco as regras do jejum. Hoje de forma obrigatória ele ( o jejum) só é mandado para a Quarta-Feira de Cinzas e a Sexta-Feira Santa. As outras sextas-feiras ou sábados ficam a decisão do fiel para modelar sua devoção.
2. Da mesma forma, a abstinência [em todas as sextas-feiras do ano] hoje se toma para com as carnes de animais de sangue quente, ou seja, bovinos, suínos e aves. Os ovos e laticínios são permitidos mesmo em dias de abstinência, assim como os peixes e frutos do mar.
3. O jejum torna-se obrigatório a partir dos 18 anos e a abstinência a partir dos 14.
*Consoada: leve refeição noturna, sem carne, que se toma em dia de jejum.
P.S.: "Os tempos e os dias de penitência ao longo do ano litúrgico (o tempo da quaresma, cada sexta-feira em memória da morte do Senhor) são momentos fortes da prática penitencial da Igreja. Esses tempos são particularmente apropiados aos exercícios espirituais, às liturgias penitenciais, às peregrinações em sinal de penitência, às privações voluntárias como o jejum e a esmola, à partilha fraterna (obras de caridade e missionárias). CIC 1438
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Edição da Juventude Católica de Lisboa.



