domingo, 4 de julho de 2021

2º Mandamento: Não jurar o Santo Nome de Deus em vão.

 



1. Deus, neste mandamento, nos manda honrar seu santo nome e nos proíbe que o profanemos. 

2. Podemos honrar o santo nome de Deus de três modos; pronunciando-o com veneração e respeito, louvando-o, e invocando-o em nossas aflições. 

3. Profana-se o santo nome de Deus de cinco modos: 1º pela irreverência; 2º pelos maus juramentos; 3º pela blasfêmia; 4º com rogar pragas; 5º com quebrar os votos.

4. O nome de Deus significa aqui a onipotente e sempreterna  majestade de Deus uno e trino, o mesmo Deus.

5. Peca-se por irreverência ao santo nome de Deus quando se pronuncia sem respeito ou com desprezo.

6. Jurar é tomar Deus por testemunha do que se afirma ou promete.

7. Quando se jura pelas criaturas, também se toma a Deus por testemunha, porque, como as criaturas são obras de Deus, em certo modo se jura por Deus, quando se jura pelas suas criaturas.

8. Há duas espécies de juramento, o afirmativo e o promissório. Afirmativo é quando tomamos a Deus por testemunha para confirmar um fato presente ou passado. Promissório, quando prometemos com juramento: fazer ou não fazer uma coisa.

9. Este mandamento não proíbe toda a casta de juramento: somente proíbe o jurar em vão.

10. Juramos em vão quando faltamos aos juramentos ou à verdade, ou à justiça, ou ao juízo.

11. Faltamos à verdade nos nossos juramentos, quando sabemos que é falso, ou ao menos duvidamos se é falso isso que juramos. Aqueles que juram sem intenção de cumprir o que prometem, também juram sem verdade, porque mentem, fazendo crer que têm a intenção de cumprir o que prometem, e não têm.

12. Juramos sem justiça quando se juram coisas injustas e más. Quando juramos fazer uma coisa má não estamos obrigados a cumprir o juramento; antes, se o cumprissemos, faríamos um novo pecado.

13. Falta aos nossos juramentos o juízo, quando juramos sem que haja necessidade de jurar, ou por coisas vãs e inúteis.

14. O crime de quem jura falso chama-se perjúrio, e o que jura falso chama-se perjuro.

15. As pragas são uma espécie de juramento, se invocamos o nome de Deus, ou clara, ou indiretamente: de outro modo não o são; mas rogar pragas é sempre pecado, porque as pragas são imprecações sempre contrárias à caridade. 

16. O juramento falso é um grande pecado, porque jurando assim fazemos a Deus uma injúria gravíssima, tomando-o por testemunha duma mentira.

17. Fazer juramentos é permitido nas circunstâncias graves, como quando formos chamados em justiça. Então o juramento deve fazer-se com profundo respeito, isto é, com intenção de honrar a Deus como sendo a mesma verdade.

18. Quando prometemos alguma coisa com juramento estamos duplamente obrigados a fazê-lo. Estamos obrigados por justiça, porque é um dever de justiça cumprir o prometido; estamos obrigados por religião, porque é um dever de religião cumprir o que foi prometido com juramento.


Explicação da gravura


19. A parte superior representa a São Pedro no pátio de Caifás, negando a Jesus diante dos soldados e dos criados, afirmando com juramento que não conhecia aquele homem.

20. A parte inferior direita representa Esaú jurando em vão sem necessidade, e cedendo assim o morgadio a Jacó por um prato de lentilhas que este tinha guisado.

21. Na parte inferior esquerda veem-se sete homens crucificados por causa dum juramento violado por Saul, que matou os Gabaonitas contrariamente à promessa e ao juramento de Josué, ao tomar posse da terra de Canaã. 


Fonte da imagem: http://www.sendarium.com
Texto: Catecismo Ilustrado, 1910 (com pequenas alterações devido à mudança ortográfica).
Edição da Juventude Católica de Lisboa.

sexta-feira, 2 de julho de 2021

Trecho 6 - Tratado da Conformidade com a Vontade de Deus





6. Numa palavra, que mais deseja Deus senão o nosso bem? Quem acharemos nós que nos ame mais do que Deus? A sua vontade é não só que ninguém se perca, mas que todos se faça, santos e sejam salvos: "Não querendo que alguém pereça, mas que todos se arrependam" (2 Pd 3,9). A vontade de Deus é a vossa santificação (1 Ts 4,3). Deus tem colocado a sua própria glória no nosso bem, porque sendo em sua essência infinita bondade, como diz São Leão, e a bondade sendo por natureza desejosa de comunicar-se, Deus tem o soberano desejo de nos fazer participantes de seus bens e felicidade. E se nos manda as tribulações nesta vida, manda-as todas para o nosso bem: "Tudo coopera para o nosso bem" (Rm 8,28).
Os mesmos castigos, dizia a Santa Judith, não vêm para nossa ruína, mas para nossa emenda e salvação. Acreditemos, pois, que estes flagelos do Senhor acontecem para nossa emenda, e não para nossa destruição (Jt 8,27). Nosso Senhor, para nos salvar de eternas penas, cerca-nos com a sua bondade: "Ó Senhor, tu nos tens coroado como com um escudo da tua vontade" (Sl 5,13). Ele não só deseja, mas solicita o nosso bem: "O Senhor é zeloso em meu benefício" (Sl 39,18) "E qual será a coisa", diz São Paulo, "que Deus nos negará, Ele que deu o seu próprio Filho? Ele que não poupou o seu Unigênito, mas que entregou por nós à morte, não nos deu com Ele todas as coisas?" (Rm 8,32). Com confiança, portanto, devemos resignar-nos aos divinos decretos e determinações, como sendo tudo para nosso bem: "Em paz, na mesma paz dormirei e descansarei porque tu, ó Senhor, me tens seguramente inspirado esperança" (Sl 4,9). Entreguemo-nos, pois, em suas mãos, porque Ele sem dúvida terá cuidado de nós: "ponde todo o vosso cuidado n'Ele, porque Ele tem cuidado de vós" (1Pd 5,7). Pensemos, pois, em Deus e no cumprimento de Sua santa vontade, para que Ele pense em nós e no nosso bem. "Filha", disse o Senhor à Santa Catarina de Sena, "pense em mim, para que eu pense sempre em ti". Digamos frequentemente com a sagrada Esposa: "o meu Amado é para mim, e eu para Ele" (Ct 2,16). O meu Amado pensa no meu bem, e eu só devo pensar em agradar-Lhe, e unir-me em tudo à Sua santa vontade. O santo Abade Nilo disse que não devemos rogar a Deus para conseguirmos o que desejamos, mas sim para que em nós se cumpra a Sua santa vontade. E quando a adversidade nos persiga, aceitemos das mãos de Deus, não só com paciência, mas com alegria, segundo o exemplo dos Apóstolos que saíram da presença do conselho, alegrando-se de serem dignos de padecer opróbios pelo nome de Jesus Cristo (At 5,41). Qual pode ser a maior felicidade da alma do que saber, quando sofre qualquer tribulação, que sofrendo de boa vontade se torna sobretudo agradável a Deus? Os escritores sobre a vida espiritual nos dizem que, ainda que Deus se apraze com o desejo que algumas almas têm de sofrer por Ele e de Lhe agradar, muito mais Lhe é agradável a uniformidade daqueles que nem desejam gozar nem sofrer, mas que inteiramente se resignam à Sua santa vontade, desejando somente cumpri-la. Se desejais agradar a Deus e viver feliz no mundo, uni-vos sempre em todas as coisas à vontade divina. Refleti que todos os vossos pecados e a amargura de vossa vida passada tem procedido de vos afastardes da vontade de Deus. Abraçai, pois, daqui em diante, a vontade divina, e dizei sempre em qualquer acontecimento: "Assim seja, meu Pai, porque assim é agradável à Tua vista" (São Mart. 11,26). Quando vos inquieta algum caso adverso, pensai que vos foi mandado por Deus, e dizei imediatamente: "Mudo fiquei e não abri a boca, porque vós o tendes feito" (Sl 38,10). "Senhor, pois que vós assim o fizestes, eu nada digo, porque vós assim o fizestes, eu nada digo, e o aceito". A este fim deveis dirigir todos os vossos pensamentos e orações, procurar rogar a Deus na meditação, na comunhão, nas visitas ao Santíssimo Sacramento, para que vos auxilie a cumprir a Sua vontade. E mesmo oferece a Ele, dizendo: "Ó meu Deus, eu aqui estou: faça-se em mim, em tudo quanto me pertence, o que for mais do vosso agrado". Era esta uma constante prática de Santa Tereza esta santa se oferecia a Deus pelos menos cinquenta vezes no dia, para que Ele se dignasse dispor dela como melhor Lhe agradasse. 



Santo Afonso Mª de Ligório - Ed. Biblioteca Católica
Pintura: Eugene de Blaas

sábado, 14 de março de 2020

Trecho 5 - Tratado da Conformidade com a Vontade de Deus




5.
Os santos, por sua uniformidade com a vontade divina, gozavam de um Céu sobre a Terra.
Os antigos padres, diz Santa Doroteia, conservavam em si uma paz constante porque recebiam tudo como vindo da mão de Deus. Santa Maria Madalena de Pazzi, ao ouvir somente as palavras  - vontade de Deus -, ficou tão consolada que se extasiou de amor. A diversidade, sem dúvida, causa pena e dor em nossos sentidos, mas isto só tem lugar na parte inferior, porque o espírito, que é parte superior, deve ser todo tranquilidade e paz, estando a vontade unida à de Deus: "O vosso gozo", disse o Senhor aos seus Apóstolos, "ninguém lho tirará, e será completo" (Jo 16, 22-24).
Aquele que está sempre em uniformidade com a divina vontade, goza de uma paz inteira e perpétua: inteira, porque ele tem tudo quanto deseja, como acima dissemos; perpétua, porque ninguém o pode privar de tanto prazer, assim como ninguém pode obstar ao que Deus quer.
O padre João Taulero, segundo o padre Sangiore (Erar. Tom.3) e o padre Nieremberg (Vita. Div.), conta de si mesmo, que tendo por  muitas vezes pedido a Deus que lhe ensinasse o caminho da vida espiritual, ouviu um dia uma voz que lhe dizia que fosse a certa igreja e ali acharia a pessoa que procurava. Ele se dirigiu à dita igreja, e à porta da mesma encontrou um miserável mendigo, descalço e esfarrapado, a quem saudou, dizendo: "Bom dia, irmão". O pobre lhe respondeu: "Não me lembro de ter passado um só dia mau, senhor". O padre replicou: "Deus vos dê uma vida feliz"; ao que ele lhe tornou: "Eu nunca fui infeliz", acrescentando: "Padre, não foi o acaso que me fez responder-vos que nunca tive um dia mau: porque, se tenho fome, louvo a Deus; quando cai neve ou chove, eu O bendigo; se alguém me despreza, me despede ou me aflige, ou se encontro outra qualquer tribulação, dou sempre graças a Deus. Disse-vos que nunca fui infeliz, falei a verdade, pois me tenho acostumado a conformar-me com a vontade de Deus, sem reserva; assim, tudo quando me acontece de bem ou de mal, eu o recebo de Suas mãos com alegria, como se fosse a minha melhor sorte, e isto me torna feliz".
- E se Deus quisesse - disse Taulero - a vossa condenação, que havíeis de dizer?
- Se tal fosse a vontade de Deus - respondeu o pobre -, eu com humildade e amor me abraçaria com Nosso Senhor, e me lançaria de tal modo com Ele, que quando me quisesse precipitar no inferno, O obrigaria a ir ali comigo, e me acharia então mais feliz com Ele no abismo do que gozando das delícias do Céu sem Ele.
- Onde achaste a Deus? - perguntou o padre.
- Achei-o onde deixei as criaturas.
- Quem sois vós?
- Eu sou um rei.
- Onde é vosso reino?
- Na minha alma, onde conservo a ordem: as minhas paixões obedecem à razão, e a minha razão obedece a Deus.
Por fim, Taulero lhe perguntou o que tinha feito para se adiantar na perfeição. "Guardei silêncio", respondeu o mendigo: "ser silencioso com os homens para melhor falar com Deus; e na união que tenho achado e acho toda a minha paz". Tal era, em uma palavra, este pobre homem, pela sua uniformidade com a vontade divina: ele na sua pobreza era seguramente mais rico do que todos os prazeres. Quão grande é a estupidez daquele que resiste à vontade divina! Forçoso é sofrer tribulações, porque ninguém se pode subtrair ao cumprimento dos divinos decretos. Quem resiste a Sua vontade? (Rm 9,19). E sofrê-las-ão sem fruto, e também trarão sobre si maiores castigos na vida futura, e maior ansiedade na presente. Quem jamais lhe resistiu, e obteve paz? (Jó 9,4). Se o homem enfermo se queixa de suas dores e enfermidades, se o que é pobre lamenta a sua sorte perante Deus, e se enfurece e blasfema, que lhe resulta senão o aumento de suas aflições? "Que procuras tu, ó homem", diz Santo Agostinho, "quando procuras bens? Procura o único bem, no qual se encerram todos os bens". Que procuras tu exceto Deus? Procura-o, e acha-o; una-te e liga-te a Ele, à Sua vontade, e viverás feliz nesta vida e na outra vida.



Santo Afonso Mª de Ligório - Ed. Biblioteca Católica

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

Trecho 4 - Tratado da Conformidade com a Vontade de Deus



4
Epíteto e Atho, dois bem-aventurados mártires de Jesus Cristo, quando sofreram o tormento, queimados com fachos por ordem do tirano, e dilacerados com ganchos de ferro, disseram somente: "Senhor, seja feita em nós a vossa vontade". E quando chegaram ao lugar da execução, exclamaram em altas vozes: "Bendito sejais, ó Deus Eterno, porque a vossa vontade se cumpriu amplamente em nós". Cesário relata (Liv 10,6) que certo religioso, que ainda que exteriormente não fosse diferente dos demais, tinha, contudo, chegado a um tal grau de santidade que pelo mero toque de seus hábitos curava aqueles que estavam doentes. O Superior, admirado disto, perguntou-lhe como fazia ele estes milagres, não vivendo mais exemplarmente do que os outros: ao que o religioso respondeu que também se admirava, e não sabia a razão disso: "Mas quais são as vossas devoções?", perguntou-lhe o abade. O bom religioso replicou que poucas eram, ou para melhor dizer, nenhuma, mas que sempre tinha cuidado de entregar a sua vontade à vontade de Deus, e que Nosso Senhor lhe havia concedido a graça de abandonar inteiramente a sua vontade à vontade divina. "A prosperidade não me eleva, nem a adversidade me abate, porque eu tudo recebo como vindo da mão de Deus, e para este fim dirijo todas as minhas preces, para que a sua vontade se cumpra perfeitamente em mim". O Superior lhe replicou: "Não vos ressentistes vós ontem contra o inimigo, que tanto nos prejudicou, roubando-nos os nossos mantimentos, e lançando-nos o fogo na nossa propriedade, destruindo-nos o nosso gado e a nossa seara?" "Não", foi a sua resposta, "pelo contrário, dei graças a Deus como costumo fazer em iguais desgraças; conhecendo que Deus faz ou permite tudo para a sua maior glória e nosso maior bem; e por esta razão sempre estou contente, suceda o que suceder". Ouvindo isto o abade, não se admirou mais de que ele fizesse milagres. Aquele que assim fizer não só vem a ser um grande santo, mas goza de uma paz perpétua. Afonso, o grande, rei de Aragão, príncipe, o mais sábio, perguntou-se quem ele pensava que era o homem mais feliz, respondeu: "Aquele que em tudo se conforma com a divina vontade, e que recebe os bens e os males como se viessem das mãos de Deus". Àqueles que amam a Deus, todas as coisas concorrem para bem (Rm 8,28). Aqueles que amam a Deus vivem sempre satisfeitos, porque todo o seu prazer é cumprir a divina vontade, mesmo nas coisas que lhe são desagradáveis, tanto que as inquietações se mudam em deleites pelo pensamento de que, aceitas voluntariamente, agradem a seu amado Senhor. "Tudo quando acontecer ao homem justo, o não entristecerá" (Pr 12,21). E, com efeito, que maior felicidade pode o homem experimentar do que o cumprimento de seus desejos? Então, quando se deseja o que Deus quer, tem cada um tudo quanto deseja, pois que (exceto o pecado) tudo quanto suceder no mundo é pela vontade de Deus. Conta-se nas vidas dos padres, que certo lavrador colhia sempre maior quantidade de frutos do que seus vizinhos, e perguntando-se o motivo, respondeu que não se admirassem porque as estações andavam sempre a seu arbítrio. "Como assim", disseram os outros; "porque", respondeu ele, "nunca desejo outro tempo senão aquele que Deus manda, e como eu quero o que Deus quer, Ele também me faz a vontade, dando-me uma boa colheita". - "As almas resignadas", diz Salviano, "quando se sentem humilhadas, confessam a sua humilhação; quando são pobres, sofrem voluntariamente a sua pobreza"; em uma palavra, resignam-se a tudo quanto lhes acontece, e por isso são sempre felizes durante a vida. Se chegar o calor, o frio, ou a chuva, aquele que se conforma à vontade do Senhor diz: "Eu desejo que haja calor, e frio, ou chuva, porque essa é a vontade de Deus". Se a pobreza, a perseguição ou a doença o afligem, ou mesmo a morte, ele dirá: "eu desejo ser pobre, perseguido ou doente, porque esta é a vontade de Deus". É esta a gloriosa liberdade que os filhos de Deus gozam, a qual vale mais do que todos os reinos e principados deste mundo: está é a sólida paz que os santos desfrutam; que excede a toda compreensão (Ef 3,19). E todos os prazeres sensuais, festas, banquetes, honras e mundanas gratificações são vaidade e caducidade, e, enquanto fascinam e entretém por alguns momentos, afligem o espírito, onde só pode haver a verdadeira felicidade. Aqui, exclamava Salomão, depois de ter esgotado o gozo das delícias do mundo: (Eclo 4,16). "O louco", diz o Espírito Santo, "muda como a lua, mas o homem justo continua em seu juízo, assim como o sol" (Eclo 27,12). O insensato, isto é, o pecador, muda como a lua, hoje está no crescente, amanhã no minguante, hoje está alegre, amanhã triste, hoje meigo, amanhã furioso como um tigre: e por quê? Porque a sua felicidade depende da prosperidade e adversidade que ele pode encontrar e, então, muda conforme as circunstância. Mas o homem justo é como o sol, sempre igual na sua serenidade, sejam os sucessos quais forem; porque a sua felicidade está na conformidade com a vontade divina, e por esta conformidade goza inalterável paz. "Paz na terra aos homens de boa vontade", disse o Anjo aos pastores (Lc 2,14). E quem são estes homens de boa vontade? São aqueles que estão unidos à divina vontade, a qual é sempre soberanamente boa e perfeita. Tal é a boa, aceita e perfeita vontade de Deus (Rm 12,2). Porque Deus não pode desejar coisa alguma que não seja a melhor e a mais perfeita.


Santo Afonso Mª de Ligório - Ed. Biblioteca Católica