segunda-feira, 10 de março de 2014

Nossa Senhora de Montserrat


Festa a 27 de abril

A pouca distância de Barcelona (Espanha) encontra-se Montserrat, cujo nome provém da forma dessa montanha, que se assemelha a uma serra de agudos dentes. 
A história de Nossa Senhora de Montserrat perde-se na escuridão dos tempos. Uma piedosa tradição refere que a santa Imagem foi levada para Barcelona pelo Apóstolo São Pedro. O que se pode afirmar com certeza é ter sido venerada na dita cidade já no século sexto. Nessa época os mouros, atravessando o estreito de Gibraltar, invadiram a Espanha, e os cristãos, receando a profanação das suas imagens mais veneradas, esconderam-nas dentro da terra ou nos antros inacessíveis das montanhas, entre as quais Montserrat oferecia grandes recursos. A imagem de que falamos foi levada para lá pelos piedosos fiéis de Barcelona e escondida numa de suas cavernas. 
Decorreram quase dois séculos, e, perdida a lembrança do tesouro, quis o céu manifestá-lo. 
De fato, nos sábados de um belo mês de abril, quando alguns pastorezinhos apascentavam seus rebanhos à margem do rio Llobregat, aparece de repente um grupo de estrelas mais brilhantes que o sol, ouvindo os pastorezinhos simultaneamente um coro de vozes angélicas, que os deixa extasiados. 
Não compreendendo o prodígio, referiram o caso aos patrões, que por sua vez o relataram ao Vigário de Olesca. Repetindo-se a visão sábado após sábado, foram ter  com o Bispo, na cidade de Manresa, e este, acompanhado do Prefeito de Barcelona, subiu à montanha com grande dificuldade, para ver se descobria algo que o esclarecesse. Não foram vãos os seus esforços; pois, encontrando no morro uma caverna, depara-se-lhes belíssima imagem preta (isto é, enegrecida pelo tempo) da Virgem Maria, tendo no regaço o Divino Menino em ato de abençoar. 
Organizou-se então devota romaria, para levarem a santa Imagem para Manresa, onde seria mais venerada. 
Mas, ó prodígio! Ao chegarem ao lugar onde hoje se ergue o célebre Santuário, a Imagem, que até então se deixara levar, ficou imóvel, isto é, não houve quem pudesse removê-la do lugar em que parara, de modo que o Prelado teve de renunciar à sua resolução, pois era evidente que Nossa Senhora queria estabelecer ali o seu trono. 
Colocaram então a Imagem numa capela daquelas paragens, onde uma série de maravilhas começa a atrair gente de toda a parte. Os milagres sucediam-se com profusão: os cegos recuperavam a vista, os mudos falavam, os pecadores se convertiam. 
O nome de Montserrat voou por todos os lados, porque se tornou um novo título de Nossa Senhora. 
Os filhos de São Bento, guardas do sagrado tesouro, foram os primeiros a propagarem a devoção a Nossa Senhora de Montserrat em terras americanas. 

(Da notícia histórica do "Manual do devoto de Nossa Senhora de Montserrat", Santos, 1923 foi extraído este resumo.)

Resta-nos apenas acrescentar que no lugar onde parou a Imagem de Nossa Senhora existe hoje um Santuário, que se celebrizou pelas graças extraordinárias que a Mãe de Deus tem concedido aos seus devotos. 
O Santuário de Nossa Senhora de Montserrat da cidade de Santos foi fundado em 1610 e doado aos monges de São Bento. Também nesse Santuário tem Nossa Senhora derramado a mãos cheias as suas graças, como testemunham os inúmeros ex-votos que pedem das paredes da Capela. 
Em Santos a festa de Nossa Senhora de Montserrat é celebrada a 8 de setembro. 


Fonte: livro Maria e seus gloriosos títulos

quinta-feira, 6 de março de 2014

Nossa Senhora de Einsiedeln ou dos Eremitas



Einsiedeln ( Suíça)

Século IX

Um dos mais famosos santuários do mundo encontra-se em Einsiedeln (Suíça), e é dedicado a Nossa Senhora de Einsiedeln ou dos Eremitas. 
O título - de Einsiedeln provém do lugar onde foi construído o Santuário, e - dos Eremitas, por causa do santo Eremita que levou consigo a imagem, quando se internou na espessa floresta, que é hoje a cidade de Einsiedeln.
O fundador desse Santuário, São Meinrado, viveu no tempo de Carlos Magno. Descendente de nobre família, Meinrado foi educado por Beneditinos, e, depois de receber o hábito de São Bento, resolveu fazer-se eremita. Levando consigo uma preciosa imagem de Maria Santíssima, retirou-se para o monte Etzel, onde constantemente iam procurá-lo numerosos peregrinos, sequiosos de seus conselhos e de sua orientação. 
Após sete anos, querendo realizar melhor sua vocação, Meinrado interna-se numa espessa floresta, ao pé da montanha. Não obstante o recôndito do esconderijo, porém, o santo eremita é novamente descoberto, mas resigna-se ao que a Providência parecia exigir de sua caridade, e continua a acolher e a instruir os que o procuravam. Chega mesmo a construir uma cela e um oratório, onde coloca a imagem de Nossa Senhora. 
Quem diria que essa vida deveria terminar pelo martírio?...
Depois de ter vivido trinta e três anos na solidão, Meinrado foi assassinado, em 21 de janeiro de 863, por dois miseráveis que, julgavam encontrar tesouros naquela pobre cela visitada por tantos peregrinos. 
Morto o anacoreta, a cela ficou abandonada, mas não o oratório de Maria Santíssima, que os cristãos continuavam a visitar com frequência. 
A fama das graças concedidas por Nossa Senhora atraiu santos sacerdotes, os quais ergueram uma igreja majestosa, edificando ao lado um mosteiro subordinado à regra de São Bento.
No ano de 948, São Conrado, bispo de Constança, foi chamado para consagrar o novo Santuário, e eis que acontece então um estupendo milagre: na vigília do dia marcado para a cerimônia, Nosso Senhor Jesus Cristo em pessoa apresentou-se na igreja e realizou a consagração, pelo que o santo prelado absteve-se de fazê-la. Divulgado o prodígio, aumentou consideravelmente a afluência de fiéis. 
No decorrer dos séculos, o Santuário e o Mosteiro receberam muitas dádivas e privilégios. Infelizmente, os períodos de glória sucederam alguns períodos de decadência e outros de opressão. 
Durante a revolução francesa, declarada a guerra contra a Suíça, a paz e a vida religiosa foram perturbadas. Os pacíficos habitantes de Einsiedeln foram obrigados a fugir, e o mosteiro foi despojado e o templo destruído.
Atualmente Einsiedeln é uma das maiores abadias da Ordem de São Bento. A comunidade é constituída por uma centena de monges, além de um bom número de irmãos leigos. 
Desde o tempo de São Meinrado, jamais cessaram as peregrinações ao célebre Santuário, onde ainda hoje se venera a mesma imagem que pertenceu ao santo eremita. 

(Esta notícia histórica, escrita por J. A. Breves Filho, eu a copiei da revista "Ave Maria".)

fonte: livro Maria e seus gloriosos títulos

segunda-feira, 3 de março de 2014

Nossa Senhora de Collell

Espanha

Festa a 25 de outubro

O antigo e venerado Santuário de Collell pertence à paróquia de Torn, província e bispado de Gerona. 
Origem do Santuário e do título: Pelo ano de 780 vivia um dos primeiros barões de Cartellá, combatente do sarraceno invasor, o qual tinha um filho doente em Collell. 
Vendo baldados seus esforços para restituir-lhes a saúde, invocou a Santíssima Virgem, prometendo-lhe que edificaria uma ermida ou capela naquele lugar, se o filho sarasse. 
A excelsa Mãe de Deus ouviu a sua súplica, e a capela foi edificada, começando-se então de tributar-lhe culto sob o título de Nossa Senhora de Collell, porque assim se chamava a montanha em que foi construída a capela, e também aquele povoado. 
O filho do Barão de Cartellá, para mostrar-se grato pelo favor recebido de Nossa Senhora, mandou construir junto à capela um mosteiro, onde se exaltavam as grandezas de Maria. 
Refere a tradição que um dia foi cometido um crime naquele templo, que, com o correr dos anos, tinha sido objeto de constantes e importantes melhoramentos: abandonaram então os monges o mosteiro e a igreja, ficando um como custódio e administrador. 
Cerradas durante trinta anos as portas do mosteiro, só a tristeza e o pecado viviam em seus arredores, afastando-se o povo daquele piedoso recinto, então interdito. 
Algumas pessoas boas choravam, entretanto, o silêncio e a orfandade em que os deixara o cenóbio fechado. 
Mas eis que, inesperadamente, acontece um fato extraordinário. No histórico dia 25 de outubro de 1483, um lavrador do povoado a que pertencia o Santuário, homem simples e piedoso, chamado Miguel Noguer, saiu de casa para caçar, levando a tiracolo o arco e a aljava cheia de flechas; ao pôr do sol regressava para casa, mas antes de dispôs a cumprir um dever sagrado que se havia imposto voluntariamente: todos os dias estimulava a vizinhança à oração e ao recolhimento, tocando o sino do Santuário abandonado, à hora do Ângelus. 
Segundo o costume, pois, depois de tocar o sino prostrou-se diante da porta fechada do Santuário, e saudou piedosa e fervorosamente a Mãe de Deus; ia levantar-se, quando ouviu como que um lamento e pranto, que parecia vir do interior do templo e, comovido, continuou rezando; de repente vê, com espanto, abrir-se a porta principal e sair uma formosíssima donzela de vestido branco como a neve, com as mãos unidas, em atitude de fervorosa súplica, pedindo a Jesus misericórdia para o seu povo. Perguntou Miguel a causa daquele pranto e daquelas súplicas, e Ela declarou que era a Virgem Maria, e que desejava se restituísse o que fora roubado, se pagassem os direitos da igreja, se guardasse o domingo e se abstivessem de blasfemar, levantando-se então, no prazo de trinta dias, a interdição do Santuário. Insistiu ainda na conversão do povo; se não, seria dizimado pela peste; por fim recomendou que fossem feitas procissões de penitência das paróquias vizinhas e outras que quisessem agregar-se, dando ele notícia de tudo ao Bispo de Gerona. 
Como mais tarde em Lourdes e em Fátima, a Mãe de Deus se comove com a desgraça de tantas almas que viviam no erro e no pecado, convidando o povo a orar e a fazer penitência, com a ameaça de gravíssimos castigos. 
Tal é a chamada Aparição de Nossa Senhora de Collell ao piedoso lavrador Miguel Noguer. 
Cumpriu-se a mensagem da Senhora, celebrando-se piedosas procissões e outros atos de pública reparação e penitência, e reabrindo-se o Santuário ao culto. 
Começaram logo a acudir peregrinos até de terras distantes, e, como digna correspondência à generosidade da Rainha dos Céus, floresceu sobremaneira o culto na época subsequente à aparição. 
Muitas obras benéficas foram-se fundando no decorrer dos tempos no admirável Santuário, e no Mosteiro anexo recebiam hospitalidade e bom tratamento os numerosos peregrinos que para lá se dirigiam, aos quais se referem as crônicas e outros manuscritos do ano de 1600, confirmando a sua fama. 
Posteriormente, ao finalizar a primeira metade ao século XIX, fundou-se em Collell o Seminário Menor do Bispado, para cujo fim, em 1851, se reconstruiu o Mosteiro, para adaptá-lo ao novo plano. 
Um novo edifício estava em projeto quando a perseguição desencadeada contra a Igreja impediu que a obra fosse levada a efeito, transformando-se o Colégio em cárcere e lugar de martírio e morte de inocentes vítimas, entre os horrores da revolução. 
A restauração começou logo depois da libertação do Santuário, e num domingo do mês de maio de 1939 foi recolocada em seu camarim a antiquíssima imagem de Nossa Senhora de Collell, salva providencialmente, reabrindo-se no mês de outubro o curso acadêmico com inegável êxito. Logo depois foram embelezados os arredores com novos monumentos. 
Desde então Collell continua a ser um lugar de devoção mariana, como demostra a continuação das obras de construção e embelezamento da grandiosa Basílica, que há de ser um dia o palácio condigno da gloriosa Rainha dos Anjos e dos homens. 

(Versão resumida da Colección "Nuestros Santos".)

Fonte: livro Maria e seus gloriosos títulos

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Nossa Senhora de Covadonga ou das Batalhas

Espanha


Depois da batalha  em que o rei D. Rodrigo tão miseravelmente perdeu a coroa, e, segundo se supõe, também a vida, estendeu-se a dominação muçulmana sobre a Espanha com a celebridade com que se inunda uma planície pelo transbordamento de um rio. 
Para não me estender demasiadamente, direi apenas que um príncipe de sangue real, D. Pelayo, parente próximo do desditoso D. Rodrigo, havia visto com grande dor a queda da monarquia visigótica nos campos de Guadalete; e, não dobrando a cerviz ao jugo ominoso do invasor triunfante, como fizeram muitos , decidiu logo restituir-lhe, sem que o desanimassem os escassos ou quase nulos recursos com que contava para dar começo a tão árdua empresa. 
Como o fim deste livro é simplesmente dar a conhecer aos leitores a origem dos títulos de Nossa Senhora, não seguiremos passo a passo D. Pelayo nos sete anos que decorreram desde a derrota de Guadalete, mas somente desde que se pôs à frente dos valorosos asturianos, dando início à magna empresa. 
Não tardou a chegar aos ouvidos do "wali" El Horr a notícia do levante dos asturianos, quando ele se dispunha a invadir com as suas tropas a Gália gótica. 
Não lhe pareceu causa de importância aquele movimento belicoso dos cristãos, e, crendo ser fácil sufocá-lo, enviou a Cangas o seu lugar-tenente Alkamar com parte de seu exército, para submeterem os asturianos postos em armas. 
Disto teve notícia D. Pelayo, que, tão esperto caudilho, como esforçado guerreiro, viu logo que em Cangas de Onis, onde tinha espalhado seus soldados, não podia opor resistência ao inimigo com as escassas forças de que dispunha, contra os muito superiores em número que capitaneava Alkamar, por isso resolveu retirar-se com todos os seus soldados para o monte Auseba, aonde os seguiram as mulheres, crianças e anciãos, buscando refúgio no mais abrupto e fragoso daquelas brenhas. 
Pelayo distribui então os seus homens, pondo-os a posto nos cumes dos morros de onde pudessem melhor ferir o inimigo: aos desprovidos de armas, muniu-os de alavancas e picaretas, para removerem as pedras e fazê-las cair sobre os assaltantes, enquanto ele, com quantos soldados pode reunir, emboscou-se em uma caverna ou gruta, chamada pelos naturais - a caverna de Covadonga, e ali esperou a acometida dos mouros, encomendando-se fervorosamente, a si e aos  seus soldados, a Deus e a poderosa intercessão da Santíssima Virgem Maria. 
Akamar, em vista da pronta retirada de D. Pelayo de Cangas de Onis, pensou que o pânico se havia apoderado dos cristãos, e, possuído da soberba que cega os que confiam unicamente em suas forças, meteu-se ousadamente na estreita garganta que dá acesso ao monte Auseba e à caverna de Covadonga, e deu começo aquele combate verdadeiramente épico, do qual se conservará a memória enquanto o mundo existir: os muçulmanos, ensoberbecidos com o seu número e as armas de toda espécie de que iam providos com abundância; os cristãos, poucos, e grande parte sem outras armas senão as que à sua disposição punha a natureza naqueles abruptos lugares, mas cheios de confiança em Deus e na poderosa intercessão da Virgem Imaculada. 

Uma chuva de flechas anunciou aos cristãos o feroz ataque dos mouros, mas a surpresa destes não teve limites quando verificaram que, antes de as forças de D. Pelayo responderem à acometida, muitos dos mouros, feridos pelas mesmas flechas lançadas contra os cristãos, caíam por terra dando gritos de dor. 
A explicação deste fato é dada pelos historiadores indiferentes em matéria de religião, ou contrários à fé cristã, dizendo que as flechas atiradas pelos mouros batiam nas penhas, e de ricochete feriam os atiradores!...
As pedras e troncos de árvores lançados pelos cristãos das alturas do monte Auseba causaram também enormes danos ao exército dos mouros, dizimando ao mesmo tempo pelas flechas que os soldados de Pelayo atiravam sobre eles da gruta de Covadonga, as quais feriam sempre, por se acharem os mouros encurralados na sobredita gargante, pela qual unicamente podiam atacar. 
Tão evidente desastre desalentou sobremaneira os mouros, e, quando Alkamar viu cair morto o seu lugar-tenente Suleiman, intentou ganhar as faldas do monte Auseba, ordenando a retirada. 
Nesta situação e embaraçando-se uns aos outros naquelas aperturas, desabou uma furiosa tempestade, que veio aumentar o espanto e o terror dos que iam já de vencida.
O estampido dos trovões, cujo eco retumbava com fragor de serra em serra; a chuva que caía em catadupas; as pedras e as árvores que de todos os lados caíam sobre os árabes; o solo, que com a chuva se tornava movediço e escorregadio, fazendo-os resvalarem e caírem por aqueles declives, precipitando-os em confuso montão de águas do rio Deva, onde  morriam afogados, tudo contribuiu para se crer, com fundamento, que a mão do Senhor fazia até com que se desmoronassem os montes sobre os soldados de Mafoma. 
Horrível foi a mortandade, no exército mouro, naquela memorável batalha, havendo quem afirme que não ficou um só mouro com vida!...
Um reduzido número de homens, dentro de uma caverna ou escondidos por entre as penhas, bastou para aniquilar, no breve espaço de algumas horas, um poderoso exército, embriagado pelos vapores de repetidas vitórias!
É forçoso reconhecer, portanto, naquele conjunto de extraordinários e portentosas circunstâncias, algo que parece exceder os limites do natural e humano. Em poucas ocasiões terá sido mais manifesta a proteção do céu; por isso não admira que os escritores de uma época de tanta fé atribuem essa milagrosa vitória à mediação da Virgem Maria, cuja imagem havia Pelayo levado consigo para a caverna. 
Os árabes, em sua História, referem também o sucesso com assombro, não escondendo haver sido horrível a matança. 
O resultado imediato da batalha de Covadonga foi a proclamação de Pelayo como rei das Astúrias. 
Mas... para que esta narração histórica? 
Com que fim aparece ela neste livro?...
É para poder explicar, leitores amigos, a origem do título - Nossa Senhora de Covadonga ou das Batalhas; pois, como deves ter compreendido, não se pode deixar de admitir a intervenção milagrosa da Santíssima Virgem, por isso mandou o rei D. Afonso I, o Católico, erigir o mosteiro e capela de Nossa Senhora de Covadonga (deram-lhe este título por causa da caverna de onde pelejaram D. Pelayo e seus  guerreiros), onde foi colocada a imagem de Nossa Senhora que D. Pelayo levara para a memorável gruta, a qual (imagem) estava anteriormente em uma ermida de pequenas dimensões, perto do mencionado lugar. 
Hoje, que uma formosa basílica substitui o primitivo templo, pode-se apreciar melhor a importância daquele trabalho- a canalização do rio Deva, graças à qual puderam executar uma obra que parecia impossível. 
De todas as magnificências que hoje se admiram em Covadonga, o que mais atrai a atenção dos peregrinos é a antiga ermida e a gruta ou caverna onde, sob a proteção e amparo de Nossa Senhora, D. Pelayo e os seus rechassaram com grande denodo o ataque dos mouros.
Para subir-se até lá, construíram uma escada coberta de jaspe admiravelmente lavrado, formando um notável contraste com as escuras penhas que formam o refúgio do primeiro caudilho da Reconquista. 
A imagem de Nossa Senhora de Covadonga não é uma escultura de grande valor artístico, mas atrai a admiração de quantos a contemplam, porque nela se vê claramente, com os olhos da fé, a própria Rainha dos céus ouvindo as súplicas, de D. Pelayo e guiando-o à vitória. 
Nossa Senhora de Covadonga ou das Batalhas, protegei também hoje em dia os cristãos que combatem contra os ímpios inimigos de Deus e de sua santa Igreja!

(A notícia histórica é versão resumida do livro "La Virgem en España".)

fonte: livro Maria e seus gloriosos títulos